Histórias de uma Curitiba Plural

Rock Camp 18+: transformação viva para quem já é gente grande

Faltando menos de um mês para o primeiro Rock Camp Curitiba 18+ – voltado para pessoas adultas – a ansiedade começa a bater forte tanto entre campistas quanto no grupo de voluntariado. Entre e-mails de confirmação de inscrições e diversas tarefas necessárias para o Camp acontecer, ressurgem emoções antigas de quem já participou deste formato em outras cidades e cresce a expectativa de quem participa pela primeira vez aqui em Curitiba – especialmente para quem já voluntariou no camp para crianças, e agora encara o delicioso desafio de ser campista.

Para compartilhar esse sentimento gostoso de quem espera pelo dia 16 de julho, buscamos relatos de quem já esteve em contato com o Rock Camp para pessoas adultas e de quem vai participar pela primeira vez como campista.

Coordenadora do Rock Camp Curitiba desde a primeira edição, Carla Del Valle pegou a estrada em 2019 e foi até Sorocaba descobrir sobre a sensação de ser campista: “Cheguei cheia de expectativas e saí com elas todas contempladas. A experiência é linda e vibrante”, conta sobre seus dias no camp que então, tinha o nome de Ladies Rock Camp. “Se para as crianças a colônia de férias pode ter mais um aspecto de diversão – pelo menos na camada mais superficial – para pessoas adultas, ela tem uma missão de unir em torno de um objetivo comum e dificílimo de ser alcançado, um grupo heterogêneo das mais diversas formas”, continua.

Carla, que hoje toca bateria na banda Le Trutas, formada com outras companheiras de Camp, entende que comparada às crianças, a experiência com mulheres é mais delicada: “Todas já têm seus gostos, convicções e sonhos mais sedimentados do que quem está na infância ou adolescência, e botar isso tudo num caldeirão com seis pessoas dentro pode dar uma sopa irada”, brinca.

Também coordenadora do Rock Camp Curitiba, Gabriela Pinheiro participou como voluntária no Ladies de Sorocaba em 2018 e foi impactada pela experiência: “Fiquei emocionada com a reação das campistas pegando o instrumento pela primeira vez na vida, já fazendo pose de rock star e abrindo um sorrisão. Outras, mais acanhadas, se emocionavam contando que sempre quiseram aprender a tocar”, relata.

Instrutora de bateria na primeira edição do Rock Camp Curitiba, em 2018, Karina D’Alessandre esteve em Sorocaba em 2019 como voluntária: “Foi uma experiência muito marcante, ver mulheres de 18 a 60 anos realizando o sonho de tocar um instrumento, formar uma banda e subir no palco”, conta Karina, que está animadíssima para a primeira edição 18+ em Curitiba.

Ainda segundo Karina, ser voluntária no camp voltado às pessoas adultas é uma experiência única: “É muito libertador, te dá a certeza de que você pode realmente ser quem você quiser”, exalta.

Carla, que deseja estar cada vez mais perto da mulherada e em cima de um palco, conta que o Rock Camp 18+ pode atingir pontos que muitas vezes deixamos escondidos: “Participando do camp, tocamos em lugares que nem sempre ficamos confortáveis em mexer, mas são justamente essas sombras os pontos que devem ser provocados pela experiência”, comenta.

Com tudo isso, a coordenação do Rock Camp Curitiba já esperava que ao abrir as inscrições, a pergunta “e agora, ser voluntária ou campista?”  estaria presente em muitas mentes.

Voluntária do Camp desde 2019, Bruna Lima não compartilhou dessa indecisão. Ajustou um alarme para não perder o horário e esperou diante do computador a hora de fazer sua inscrição como campista: “Eu amo esse projeto. Chamei as amigas para participar também, pois acho que todo mundo deveria vivenciar essa experiência ao menos uma vez”, conta entusiasmada.

Bruna faz questão de registrar que a transformação é inevitável durante qualquer edição do Rock Camp Curitiba: “O amor com que cada coisa é feita, o esforço para tudo sair como manda o roteiro é algo que muda a gente por dentro e eu posso afirmar que ninguém volta pra casa igual depois de participar de um Camp”, fala.

A partir do dia 16 de julho, campistas e voluntariado terão contato com essa transformação que, para algumas, será o início de uma jornada e, para outras, um passo a mais em direção à liberdade de ser.

Texto de Renata Vidal, chef de cozinha e conselheira do Rock Camp Curitiba.

Suzie Marçal

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