O que são os Manhwa?

Nesse último domingo, dia 09, o filme “Parasita” ganhou o Oscar de Melhor Filme, um feito histórico para uma produção cinematográfica fora dos Estados Unidos. O acontecimento fez surgir uma série de dúvidas e curiosidades sobre a onda da produção cultural da Coreia do Sul, que se chama Hallyu. Esse movimento vem tomando todo o mundo, especialmente no quesito de utensílios de beleza, cinema e música.

Buscando explorar os horizontes das HQs sul-coreanas, trago hoje aqui o Manhwa. Pode soar um termo estranho – e até, propriamente, é -, contudo ele é a denominação para os mangás produzidos na Coreia. Porém, eles possuem sua particularidade, não sendo uma cópia ou tentativa de ser algo similar. Um dos exemplos mais claros disso é a sua forma ‘ocidental’ de ser lida, da esquerda para a direita, ao contrário dos mangás tradicionais.

Apesar de não ser inteiramente famoso, o termo ganhou destaque no país em 1920, quando foi colocado em cartoons, ou seja, histórias menores. Importante salientar como a ocupação japonesa nessa época afetava totalmente a maneira e o consumo cultural do povo. Posteriormente, após a Segunda Guerra Mundial, a influência americana veio muito forte, efeito esse que transformou as tradições do país oriental.

No Japão, os mangás são diversos, possuindo gêneros e formatos específicos para diferentes pessoas e tipos de público. Com os Manhwa, isso é até relativamente próximo, todavia também é diferente. Isso porque são dois os maiores sucessos com os leitores coreanos: histórias para meninas jovens e histórias com olhar muito erótico (mesmo não sendo pornográficas). A primeira ganhou força durante os anos 50 e 60, aonde era possível ler quadrinhos nos mais diversos lugares, com catálogos disponibilizados e abertos em cafés, por exemplo. Já o segundo advém do atual momento do mundo, mais colocado pela questão visual, especialmente com o crescimento de filmes e séries.

Durante os anos 60 e 70, o quadrinista Sanho Kim mudou-se para os Estados Unidos, levando diversas HQs para lá. Algumas delas foram publicadas em grandes editoras, como Marvel e Charlton Comics. A internacionalização – mesmo não tão forte – dessas obras foi iniciada, algo colaborado, ainda mais, pelos filmes de Bruce Lee, que traziam um olhar oriental dentro da ação nos EUA.

Dentre os mangás mais famosos estão ‘Chonchu – O Guerreiro Maldito’, ‘Angry’, ‘Priest’ e ‘Ragnarok’, todos esses publicados no Brasil. A última, baseada no game de enorme sucesso, demonstra todo esse olhar mais vistoso a cultura do ocidente. Essas histórias tentam trazer sempre uma complexa relação do ambiente da Coréia com questões como a sexualidade, religião, entre outros.

É complexo definir com exatidão o que seriam os Manhwa, porém eles representam um olhar tipicamente coreano para os mangás. Apesar de não conseguirem ainda tomar o mundo, eles demonstram o olhar que a Coréia do Sul tenta dar para tudo na sua cultura: de fazer algo próprio. Talvez – só talvez mesmo -, o Brasil poderia (e deveria) seguir o mesmo caminho.

Capa da primeira edição de ‘Batman: A Queda do Morcego’

Notícia da Semana. A editora Panini anunciou que, a partir desse mês, começará a republicação de ‘Batman: A Queda do Morcego’, uma das grandes obras-primas do personagem da DC. A história, publicada em 1993, é um dos marcos de grandes vilões do Homem Morcego, transformando Bane em parte desse hall. Além dele, há uma série de inimigos que aparecem, depois da fuga do Asilo Arkham.

Serão, no total, 3 edições com cerca de 600 páginas cada uma. A primeira terá o preço de R$85,90.