Histórias de uma Curitiba Plural

Se Tivéssemos um Bom Suprimento de Detefon, Nada Disso Estaria Acontecendo

Poucos sabem disso – e a imprensa evita divulgar pra não disseminar o pânico –, mas se um pernilongo, distraído durante um voo recreativo pelo centro da cidade, passa perto de alguém com covid – e, por acaso, essa pessoa espirra –, O PERNILONGO PEGA A DOENÇA.
Depois, quando o animal doente espirra, retransmite-a pros seus familiares pernilongos, pros seus amigos pernilongos e – isto é o mais dramático! – pros humanos com quem convive (e mesmo praqueles com quem mantém um relacionamento apenas casual), numa espiral de medo, ranho e loucura.
Eis a razão pela qual é tão importante que todos, inclusive os pernilongos, usem máscaras.
Providência desejável no caso de exposição às secreções humanas seria pôr os bichos em quarentena, mas a medida é de difícil execução, dado que os pernilongos são conhecidos por não ter empatia e, pressionados pelos hormônios e pelas urgências da carne, por sempre cair na furrupa quando a noite vem (e nunca de máscara).
Enfim, malditos sejam os pernilongos, os verdadeiros culpados pelo descontrole da doença no país

(TPG)

Maurício Popija

O inventor do pas de deux solo. Nas horas vagas, cultiva pequenas plantas e desafetos.

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