Histórias de uma Curitiba Plural

N’antanho é Que Era Bom

– Temos, eu e a Flavinha, já uma longa convivência, seu Paulo, lá se vão quase quatro anos. As minhas intenções são as melhores. Vou ser o homem mais feliz do mundo se o senhor me conceder a mão dela em casamento.
– Você é como se fosse um filho, Jordel. Concedo com muitíssimo gosto, é uma honra para a família tê-lo em nosso seio. Mas com qual delas você gostaria de contrair o matrimônio?
– Pode ser a esquerda?
– Claro que sim. Excelente escolha, rapaz, a esquerda é a melhor mão da minha filha. A direita, você sabe, teve aquela fratura de escafóide, mas a esquerda, ó, virgem.
– Virgem, virgem, também não, né?, seu Paulo

(TPG)

Maurício Popija

O inventor do pas de deux solo. Nas horas vagas, cultiva pequenas plantas e desafetos.

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