Histórias de uma Curitiba Plural

Édito Real n° 3

DAS INTERJEIÇÕES

Conforme bem expresso pelo Barão de Guaraqueçaba noutro momento, é vital para a sobrevivência dum país a edição de cartapácios com leis, regulamentos e normas de conduta aplicáveis ao bom funcionamento da sociedade, de modo que o espaço deixado para o acaso se manifestar tenda a zero, pois o acaso é muito manhoso e costuma ser mau-conselheiro.

Sabido é que as interjeições constituem parte importante da identidade de um povo.

O objetivo deste documento é regulamentar o seu uso em Exéquias do Sul.

Aqui não serão toleradas expressões consagradas pelo poviléu sujinho do país de que nos desmembramos, sempre impregnadas duma religiosidade desabando pro faisandée.

Nos meus domínios, as ebulições d’alma só poderão ser drenadas com o auxílio das seguintes interjeições:

1) Surpresa: “oh!”, “macacos me mordam!”, “pelas barbas do profeta!”, “com mil demônios!”
2) Impaciência: “raios!”, “raios duplos!”
3) Dor: “ai!”, “ai de mim!”
4) Saudação: “ora viva!”, “ave!”
5) Estímulo: “eia!”, “upa!”
6) Indignação: “morra, verme desprezível!”
8) Alegria: “iupi”, “iabadabadú!”
9) Admiração: “oh!”
10) Agradecimento: “graças a São Epaminondas de Sá, nosso lume e salvador!”

Exéquias do Sul, 12 de novembro de 2014

El Magnífico Epaminondas I, Único e Terminativo.

Maurício Popija

O inventor do pas de deux solo. Nas horas vagas, cultiva pequenas plantas e desafetos.

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