Bixiga 70 na praça: Curitiba Jazz Festival acontece neste fim de semana

A quarta edição do Curitiba Jazz Festival acontece gratuitamente nos dias 14 e 15 de dezembro (sábado e domingo) na Praça Afonso Botelho (Praça do Atlético). Serão artistas de diferentes vertentes da música brasileira, do choro ao jazz, do blues ao samba-rock, além de feira de vinil com 35 expositores, bazar de economia criativa, espaço kids e praça gastronômica.

No sábado (14), a partir das 11h, sobem ao palco Julião Boêmio, reconhecido cavaquinista e um dos nomes mais importantes do choro contemporâneo curitibano; o Lendário Chucrobillyman, projeto “one-man-band” do multi-instrumentista Klaus Koti; a banda paulista Bixiga 70, expoente da cena instrumental, que combina a música brasileira e latina com o afrobeat; a cantora Iria Braga, que retorna aos palcos de Curitiba após turnê na Argentina, na companhia do Cariguá Trio; e o percussionista Airto Moreira e a cantora Flora Purim. Airto e Flora serão acompanhados de Matheus Silva (bateria), Thiago Duarte (contrabaixo), Jeff Sabbag (piano), Emmanuel Bach (guitarra) e Helinho Brandão (saxofone).

Aos 78 anos, Airto segue sua trajetória como um dos mais importantes instrumentistas do mundo. Sua sonoridade genuinamente brasileira encontrou no jazz a melhor forma de expressão. O cantor e percussionista tocou ao lado de Miles Davis, Dizzy Gillespie, Chick Corea, Herbie Hancock, Paul Simon e Quincy Jones. Neste ano, lançou o disco “Aluê” (Selo Sesc), ao lado da esposa, a cantora Flora Purim. O disco foi gravado com músicos brasileiros em uma sessão ao vivo e contínua, bem ao seu estilo. Entre as atrações, o som fica por conta do projeto Petróleo, dos Djs Marky e Eduardo Brechó (fundador da banda Alafia).

Bixiga 70 divulga o disco “Quebra-Cabeça”

Quem começa os trabalhos no domingo (15), é a Orquestra de Harmônicas de Curitiba, grupo formado em 1979 que recria clássicos da música brasileira e internacional tendo como base a gaita de boca (harmônica); na sequência, é a vez do renomado Mano a Mano Trio, formado pelos bambas Glauco Sölter (contrabaixo), Sérgio Albach (clarinete) e Vina Lacerda (percussão); a programação segue com a flautista e arranjadora paulista Léa Freire, parceira de Joyce e de Jean Garfunkel. Ela se apresenta ao lado de Davi Sartori (piano), Denis Mariano (bateria) e Joel Muller (baixo). A programação segue com a black music antenada da paranaense Rubia Divino; por fim, a apresentação de João Triska na companhia da explosiva da banda Machete Bomb, com seu samba-rock-rap com direito a “cavaquinho distorcido”, encerra as apresentações do palco principal do Curitiba Jazz Festival 2019. O som durante as atrações fica a cargo do Funk You, projeto dos DJs Murillo Mongello e Schasko.

Airto Moreira

Comida, diversão e arte
Além dos shows na Praça do Atlético, o Curitiba Jazz Festival oferece feira de vinil com 35 expositores de diversos estados do país, um bazar de economia criativa com produtos de artistas locais, espaço kids para a diversão de crianças e uma praça gastronômica com 12 opções de lanches e refeições. O patrocínio é da Eisenbahn, e chopes da marca a preços promocionais estarão sendo vendidos até às 15h, nos dois dias de evento. Em sintonia com a sustentabilidade urgente, todos os copos serão no estilo “eco”, reutilizáveis – leve o seu! O Curitiba Jazz Festival também conta com segurança particular, tendas e áreas cobertas para proteção contra chuva e sol.

Esquenta
Uma festa de abertura do Curitiba Jazz Festival acontece a partir das 21h de sexta-feira (13), com as bandas Mumbai Express, Los Desterros (Florianópolis) e com o DJ Tha Redig. Soul, funk, samba-rock, latinindades e outras aventuras musicais estão no cardápio. No Basement Cultural – Rua Benvindo Valente, 260.

PROGRAMAÇÃO

SÁBADO (14/12)
Julião Boêmio 11h
O Lendário Chucrobillyman 13h
Bixiga 70 15h
Iria Braga & Cariguá Trio 17h
Airto Moreira e Flora Purim 19h
+Petróleo (DJs Marky e Eduardo Brechó)

DOMINGO (15/12)
Orquestra de Harmônicas de Curitiba 11h
Mano a Mano Trio 13h
Léa Freire 15h
Rubia Divino 17h
Machete Bomb & João Triska 19h
+ Funk You (DJs Murillo Mongello e Schasko)

SERVIÇO
Curitiba Jazz Festival
13 de dezembro de 2019, a partir das 21h (Basement Cultural)
14 e 15 de dezembro de 2019, a partir das 10h
Praça Afonso Botelho (Praça do Atlético)
Gratuito

Curitiba Jazz Festival confirma Airto Moreira e banda Bixiga 70

O Curitiba Jazz Festival confirmou as atrações de sua quarta edição, que acontece gratuitamente nos dias 14 e 15 de dezembro na Praça Afonso Botelho (Praça do Atlético), e em festas no Basement Cultural e no Jokers. Serão 20 artistas de diferentes vertentes da música brasileira, do choro ao jazz, do blues ao samba-rock.

Bixiga 70. Foto: Divulgação

No sábado (14), a partir das 10h, sobem ao palco O Lendário Chucrobillyman, projeto do “one man band” Klaus Koti; Julião Boêmio, reconhecido cavaquinista e um dos nomes mais importantes do choro contemporâneo; a banda paulista Bixiga 70, expoente da cena instrumental, que combina a música brasileira e latina com o afrobeat; a cantora Iria Braga, que retorna aos palcos de Curitiba após turnê na Argentina, na companhia do Cariguá Trio; e, fechando a programação de sábado, a lenda da percussão Airto Moreira e a cantora Flora Purim.

Aos 78 anos, Airto segue sua trajetória como um dos mais importantes instrumentistas do mundo. Sua sonoridade genuinamente brasileira encontrou no jazz a melhor forma de expressão. O cantor e percussionista tocou ao lado de Miles Davis, Dizzy Gillespie, Chick Corea, Herbie Hancock, Paul Simon e Quincy Jones. Neste ano, lançou o disco “Aluê” (Selo Sesc), ao lado da esposa, a cantora Flora Purim. O disco foi gravado com músicos brasileiros em uma sessão ao vivo e contínua, bem ao seu estilo.

Airto Moreira. Crédito: Renato Luiz Ferreira

Quem começa os trabalhos no domingo (15), é a Orquestra de Harmônicas de Curitiba, grupo formado em 1979 que recria clássicos da música brasileira e internacional tendo como base a gaita de boca (harmônica); na sequência, é a vez do renomado Mano a Mano Trio, formado pelos bambas Glauco Sölter (contrabaixo), Sérgio Albach (clarinete) e Vina Lacerda (percussão). A programação segue com a flautista e arranjadora paulista Léa Freire, parceira de Joyce e de Jean Garfunkel e com a black music antenada da paranaense Rubia Divino. Por fim, a apresentação explosiva de João Triska na companhia da Machete Bomb, com seu samba-rock-rap com direito a “cavaquinho distorcido”, encerra as apresentações do palco principal do Curitiba Jazz Festival 2019.

Extras
Além dos shows na Praça do Atlético, outras duas festas complementam a programação musical do Curitiba Jazz Festival 2019: uma pré-evento na sexta-feira (13), no Basement Cultural, com as bandas curitibana Plata o Plomo, a catarinense Los Desterros e mais uma atração a confrirmar. E outra no sábado (14), no Jokers, com uma jam session comandada por Helinho Brandão, Mário Conde e Davi Sartori. Os ingressos (limitados) estarão à venda n’A Caiçara (R. Dr. Claudino dos Santos, 90, Largo da Ordem) e no Expresso Curitiba Hostel e Coffee Bar (R. Alfredo Bufren, 323, Centro).

Assim como nos anos anteriores, a quarta edição do Curitiba Jazz Festival irá oferecer também exposições de vinis, feira gastronômica (com chopes e drinques) e espaço para crianças.

PROGRAMAÇÃO
Sábado (14/12)
O Lendário Chucrobillyman
Julião Boêmio
Bixiga 70
Iria Braga
Airto Moreira e Flora Purim

Domingo (15/12)
Orquestra de Harmônicas de Curitiba
Mano a Mano Trio
Léa Freire
Rubia Divino
Machete Bomb

SERVIÇO
Curitiba Jazz Festival
14 e 15 de dezembro de 2019, a partir das 10h
Praça Afonso Botelho (Praça do Atlético)
Gratuito

Psicodália é suspenso após 18 anos; novo festival acontece em reserva ecológica

Depois de 18 anos desde sua estreia, e de 22 edições ininterruptas, o Festival Multicultural Psicodália não irá acontecer em 2020. O evento, gigante da cena independente que se tornou tradição no carnaval, com atrações musicais nacionais, internacionais, oficinas, cinema e um clima de cordialidade quase inacreditável, passará por uma “remodelação”, e está interrompido.

Foto: Rodrigo Della Fávera

Os motivos passam pelo esgotamento físico do espaço – a Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho (SC) – e por decisões judiciais recentes que vão contra a essência do evento. “Em 2017 tivemos nosso maior público, 7 mil pessoas. Chegamos ao limite da Fazenda [Evaristo]. Em 2019 tivemos dificuldade na liberação de alvarás, e a proibição da participação de crianças, mesmo acompanhadas. O momento difícil da economia também conta”, diz Alexandre Osiecki, criador do Psicodália.

No dia 25 de outubro de 2018, a juíza de direito da Vara da Infância e da Juventude da cidade de Rio Negrinho, Fabrícia Alcantara Mondin, publicou a portaria 91/2018, decretando: “Fica proibida, na comarca de Rio Negrinho, a entrada e a permanência de crianças e adolescentes em casas de diversão, danceterias, promoções dançantes, festas pagas e congêneres, sob pena de responsabilização administrativa, civil e criminal dos proprietários dos estabelecimentos comerciais e organizadores do evento, de acordo com as disposições da legislação vigente”.

Foto: Beto Ambrósio

O público da edição deste ano foi de 4,2 mil pessoas, quase a metade da registrada no ano anterior. “Muitas famílias deixaram de ir. Não só crianças, mas pessoas mais velhas interromperam uma tradição de anos por causa disso”, diz Osiecki. “Em seis dias, o Psicodália movimentava o equivalente a um mês da economia de Rio Negrinho”.

Há chance de um evento similar ao Psicodália acontecer no carnaval de 2020, mas com outro nome e em outro formato. O local ainda não foi decidido. Para 2021, Alexandre estuda o retorno do festival, que por ora está “de férias”.

Libélula

Nos moldes do Psicodália, embora com menor estrutura, Alexandre criou o Festival Libélula, que acontece na Reserva Ecológica Terraiz Castelhanos, chácara na Colônia Castelhanos, em São José dos Pinhais, a 81km de Curitiba. O evento acontece entre os dias 27 de dezembro de 2019 e 1º de janeiro de 2020.

Cartaz do Festival Libélula, por Diego Perin

Serão cerca de 20 atrações (a serem anunciadas) “no estilo Psicodália” em dois palcos: um com funcionamento das 16h às 22h, e outro, acústico, aberto durante a madrugada. Este, em especial, servirá de espaço para artistas de rua, repreendidos recentemente por apresentarem seu trabalho em espaços públicos. Haverá estrutura para camping, banheiros, duchas, restaurantes e bares. Em meio à Serra do Mar, a reserva tem rios de pedra e de argila medicinal, cachoeira e trilhas. O Libélula também vai trabalhar com produtos orgânicos ofertados por produtores da região.

O ingresso custará R$200 para todos os dias de evento, e as vendas começam no dia 7 de outubro pelo site diskingressos. A expectativa de público da primeira edição do Libélula é de 700 pessoas, incluindo artistas e equipe.

“Como dançar uma revolução”
Em 2016, “cobri” o Psicodália para o portal Scream & Yell. O relato está aqui.

Mulamba estreia clipe na Ocupação 29 de Março, incendiada em 2018

A banda curitibana Mulamba continua sua importante trajetória musical e social e faz pré-estreia do clipe da música “Vila Vintém” na Ocupação 29 de Março, na Cidade Industrial de Curitiba, no próximo sábado (31) a partir das 4 da tarde. Um pocket show da banda, da cantora Janine Mathias, e uma discotecagem com Carmen Agulham também estão programados. A entrada é 1kg de alimento não perecível.

Na madrugada do dia 7 de dezembro de 2018, mais de 200 moradias da Ocupação 29 de Março foram destruídas por um incêndio. Moradores alegam que o ato foi criminoso, em represália ao assassinato do policial militar Erick Nório, de 28 anos. A comunidade fica próxima da Vila Corbélia e compõe um complexo de moradias populares formado por quatro ocupações: Nova Primavera, criada em 2012; 29 de Março e Tiradentes, que surgiram em 2015; e a mais recente, Dona Cida, criada em 2016. A estimativa é de que mais de 1.500 famílias vivam no complexo.

Mulamba. Foto: Luciana Petrelli

“Durante a gravação, as pessoas da comunidade quiseram ajudar, os grafites foram feitos pelos artistas de lá. Existe uma verdade no clipe, que não é nosso lugar de fala, mas a gente quer dar esse espaço”, explica Caro Pisco, baterista da banda. “Eles são muito organizados e têm um espaço de shows, onde vamos conseguir movimentar toda a economia local com a venda de bebidas e comida. Da nossa forma mais humilde, gostaríamos de chamar atenção não só para a 29 de Março como para todas as outras comunidades periféricas que precisam que alguém olhe por eles, para que haja respeito por parte do Estado e mínima infraestrutura”.

O clipe, com direção da Órbita Filmes, retrata a realidade de quem vive nas comunidades periféricas. Elidieu, personagem principal, é da vida real: haitiano refugiado que construiu a sua casa própria sozinho, depois que a comunidade pegou fogo no fim do ano passado. A Vila Vintém, favela situada no Rio de Janeiro, inspira a música-título.

SERVIÇO
Pré-Estreia De “Vila Vintém”
Ocupação 29 De Março
31 de agosto (sábado), a partir das 16h
Endereço: Estrada Velha do Barigui 3.239 – Referência: Fábrica da Toshiba
Pocket show com Mulamba, Janine Mathias e microfone aberto
Discotecagem: Carmen Agulham
Entrada: 1kg de alimento
Evento: https://www.facebook.com/events/404375933538331/

Filme curitibano vencedor do Festival de Gramado está em mostra no Cine Passeio

Pelo segundo ano seguido, o Paraná conquista um dos prêmios máximos do Festival de Gramado, que anunciou os vencedores no último sábado (24). Em 2018, “Ferrugem”, de Aly Muritiba, conquistou o troféu de Melhor Filme de longa-metragem. Nesta edição, foi a vez de “Apneia”, de Carol Sakura e Walkir Fernandes, vencer o Kikito de Melhor Curta-Metragem.

Aproveitando o bom momento da produção local, apesar de tudo e de todos, o Cine Passeio organiza, de 29 de agosto a 11 de setembro, a Mostra Curitiba de Cinema. Estarão em exibição 9 longas-metragens e 12 curtas rodados em Curitiba, ou que contam histórias curitibanas. Entre eles, o intrigante documentário “Ovos de Dinossauro na Sala de Estar”, de Rafael Urban, “Corpos Celestes”, de Fernando Severo e Marcos Jorge, e “Apneia”, vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem no Festival de Gramado neste ano.

Equipe de “Apneia”, vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem do Festival de Gramado.

A abertura acontece às 7 da noite da próxima quinta-feira, com um bate-papo com Sylvio Back sobre o tema “Filmar em Curitiba” e exibição de “Caro Signore Fellini”, filme de Back de 1979. Todas as sessões têm entrada gratuita. Veja a programação da primeira semana:

29/08 (quinta-feira)
19h – Cine Luz
Bate-papo: “Filmar em Curitiba”, com Sylvio Back

20h30 – Cine Luz
CARO SIGNORE FELLINI” (1979)
Direção: Valêncio Xavier – Classificação: 10 anos
Duração: 11 min – Gênero: Documentário

“LANCE MAIOR” (1968)
Direção: Sylvio Back
Elenco: Reginaldo Faria, Regina Duarte, Irene Stefânia
Classificação: Livre – Duração: 1h40min – Gênero: Drama

30/08 (sexta-feira)
20h30 – Cine Luz

“DO TEMPO QUE EU COMIA PIPOCA (2001)”
Direção: Catherine Agniez e Heloísa Passos
Elenco: Guta Stresser, Maria Clara Fernandes, Rodrigo Ferrarini
Classificação: Livre – Duração: 19 min – Gênero: Drama

“OVOS DE DINOSSAURO NA SALA DE ESTAR (2011)”
Direção: Rafael Urban – Classificação: Livre
Duração: 13 min – Gênero: Documentário

“CORPOS CELESTES” (2011)
Direção: Fernando Severo e Marcos Jorge
Elenco: Dalton Vigh, Alexandre Nero, Carolina Holanda
Classificação: 14 anos – Duração: 1h31min – Gênero: Drama/Romance

31/08 (sábado)
20h30 – Cine Luz

“FABULÁRIO GERAL DE UM DELÍRIO CURITIBANO” (2007)
Direção: Juliana Sanson
Elenco: Patrícia Saravy, Andréia de Souza, Vinicius Mazzon
Classificação: Livre – Duração: 16 min – Gênero: Comédia dramática

“CURITIBA: A MAIOR E MELHOR CIDADE DO MUNDO”
Direção: William Biagioli – Classificação: Livre
Duração: 12 min – Gênero: Comédia documental

“CIRCULAR”
Direção: Adriano Esturilho, Aly Muritiba, Bruno de Oliveira, Diogo Florentino e Fábio Alton
Elenco: Letícia Sabatella, César Troncoso, Luiz Bertazzo
Classificação: 12 anos – Duração: 1h34min – Gênero: Drama

01/09 (domingo)
20h30 – Cine Luz

“MEDO DE SANGUE”
Direção: Luciano Coelho
Elenco: Rejane Arruda, Alvaro Garutti
Classificação: 14 anos – Duração: 20 min – Gênero: Drama

“APNEIA”
Direção: Carol Sakura e Walkir Fernandes
Classificação: Livre – Duração: 14 min – Gênero: Animação

“MYSTÉRIOS”
Direção: Beto Carminatti & Pedro Merege
Elenco: Leonardo Miggiorin, Sthefany Brito, Carlos Vereza
Classificação: 14 anos – Duração: 1h22min – Gênero: Drama/Thriller

03/09 (terça-feira)
20h30 – Cine Luz

“EM BUSCA DE CURITIBA PERDIDA”
Direção: Estevan Silvera – Classificação: Livre
Duração: 14 min – Gênero: Documentário

“CURITIBA ZERO GRAU”
Direção: Eloi Pires Ferreira
Elenco: Jackson Antunes, Diego Kozievitch, Rodrigo Ferrarini
Classificação: 12 anos – Duração: 1h45min – Gênero: Drama

04/09 (quarta-feira)
20h30 – Cine Luz

“INFINITAMENTE MAIO”
Direção: Marcos Jorge e Cacau Rhoden
Elenco: Simone Spoladore, Jerusa Franco, Renato Rabello
Classificação: 16 anos – Duração: 19 min – Gênero: Drama

“PARA MINHA AMADA MORTA”
Direção: Aly Muritiba
Elenco: Fernando Alves Pinto, Mayana Neiva, Lourinelson Vladmir
Classificação: 14 anos – Duração: 1h45min – Gênero: Drama

Pianista de Buddy Guy se apresenta em Curitiba

O cantor e pianista norte-americano Donny Nichilo é a atração internacional de agosto do Expresso Curitiba, casarão histórico na região central da cidade recém-transformado em espaço cultural, gastronômico e sustentável. Donny Nichilo se apresenta na próxima sexta-feira (23), a partir das 8 da noite. Os ingressos custam R$20 e R$10 (estudantes e músicos). O Expresso Curitiba fica na Rua Alfredo Bufren, 323.

Nascido e criado em Chicago, Nichilo integrou os grupos Floyd McDaniel e Blues Swingers. Foi também um dos fundadores da lendária banda de swing The Mighty Blue King. Sua trajetória musical é respaldada por apresentações ao lado de Carlos Santana, Buddy Guy (de quem foi pianista), Stevie Ray Vaughan e Ronnie Wood (The Rolling Stones).



Versátil, Donny interpreta diferentes estilos de blues, jazz, swing e standards da música seminal norte-americana. Durante o show, canta e executa ao piano composições próprias, muitas delas marcadas pelo improviso jazzístico.

Expresso Curitiba
Proporcionar uma experiência gastronômica, musical, histórica, afetiva e sustentável é a proposta do Expresso Curitiba Hostel e Coffee Bar, inaugurado em junho deste ano com show do saxofonista francês Baptiste Herbin. O espaço cultural está instalado num casarão de 400m2 erguido em 1892, na Rua Alfredo Bufren, no coração de Curitiba – entre o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná e o Teatro Guaíra.

Além de espaço cultural e musical com foco em jazz, o Expresso Curitiba é pioneiro na cidade ao oferecer ingredientes frescos, colhidos diretamente de uma fazenda urbana instalada no próprio estabelecimento. São mais de 50 plantas à disposição, provenientes de produtores locais e de cooperativas familiares.

SERVIÇO
Donny Nichilo
Sexta-feira (23), às 20h
Expresso Curitiba – Rua Alfredo Bufren, 323, Centro
Ingressos: R$20 e R$10 (estudantes e músicos)

Movimento reúne cineastas e agentes culturais contra a extinção da Ancine

Cineastas, cinéfilos, artistas, entidades e agentes culturais de diversos estados brasileiros, e também do Paraná, se uniram para responder formalmente às recentes declarações autoritárias e antidemocráticas do presidente Jair Bolsonaro em relação à Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Durante as últimas semanas, Bolsonaro disse que pretende instalar “filtros de avaliação” na Ancine. Depois, que iria transferir a agência do Rio de Janeiro para Brasília. Na sequência, que tiraria da Ancine o Fundo Setorial do Audiovisual, o repassando para a Secretaria Especial da Cultura. A afirmação mais radical, e sem precedentes, veio na última quinta-feira (25), quando Bolsonaro disse que pretende “extinguir” a Ancine.

O Movimento Suprapartidário Artigo 5º, criado na semana passada, reúne, até o momento, 3.700 artistas de todas as linguagens, escritores, produtores, designers, advogados, jornalistas e apoiadores para uma campanha a favor do inciso 9º do Artigo 5º da Constituição Brasileira: a livre expressão.

O grupo foi criado em Belo Horizonte. Uma de suas articuladoras é Tatyana Rubim, gestora cultural. No dia seguinte, outros grupos foram criados em São Paulo, sob comando da atriz Yara de Novaes, e também no Rio de Janeiro, Santa Catarina, em estados do Nordeste e no Paraná.

O movimento divulga o que rege a constituição e pretende esclarecer a sociedade sobre as reais funções e benefícios da Agência Nacional do Cinema – para a cultura, a democracia e para a economia. Camisetas com estampas do Artigo 5º foram usadas em gravações de vídeos criados pelos participantes do movimento. Nomes como Marisa Orth, Hugo Possolo, Antônio Grassi participaram da ação.

Outra atividade em andamento é uma nota de repúdio contra a censura com uma lista com cerca de 3.800 signatários na plataforma Avaaz. Caetano Veloso, Paula Lavigne, Alessandra Negrini, Débora Falabella, Alcides Nogueira, Dira Paes, Fause Haten, Elias Andreato, Monique Gardenberg, Cissa Guimarães, Júlia Lemmertz, Bob Wolfesson, Lira Neto, Camila Morgado e Frei Betto são alguns dos assinantes.

No Paraná, um grupo de trabalho também está ativo. Ações em redes sociais e presenciais estão sendo planejadas para os próximos dias.

ímã lança primeiro single; Tuyo vai à Europa

O coletivo, o comum, a sinergia. A banda curitibana ímã, formada por nove artistas, lançou há alguns dias seu primeiro single, “Memória do Chão” . Assista ao lyric video abaixo:

Na composição, timbres da música brasileira encontram sonoridades sintéticas, apresentando uma diversidade representativa do próprio grupo. Cello, cavaquinho, guitarra, sintetizador e maracas compõem, em meio a outros elementos, texturas que visitam lugares do rock experimental, vestidas com ritmos brasileiros e influências eletrônicas. Na letra, um trajeto de dúvidas sobre si e a busca pelos próprios rastros, passando por múltiplas vozes, às vezes sóbrias e outras explosivas.

Formada por integrantes de outras bandas e projetos, como Farol Cego e Veenstra, a ímã abre os caminhos para o lançamento de seu primeiro álbum, previsto para o segundo semestre.

Foto: Tárcilo Pereira

A ímã é André Garcia (guitarra, violão e voz), Dayane Battisti (cello, violão, cavaquinho e voz), Francisco Okabe (cavaquinho, violão de 7, flauta e voz), Leonardo Gumiero (baixo, sintetizador e voz), Lorenzo Molossi (bateria, guitarra e voz), Luciano Faccini (clarineta, violão, guitarra e voz), Má Ribeiro (percussões e voz), Melina Mulazani (percussões e voz), Yasmine Matusita (bateria e voz).

A turma faz shows nos próximos dias 19 e 20 de julho, no Teatro Paiol. O trabalho também conta com participações especiais de Soema Montenegro, Roseane Santos, Matê Magnabosco e Cacau de Sá.

*

Com o disco “Pra Curar”, sobre processos de cura após a dor, a banda Tuyo cruzou influências da folk, hip-hop e do synth pop. Agora, o grupo formado por Machado, Lio e Lay Soares cruza o oceano na estreia da turnê europeia.

No dia 13 de julho, a Tuyo se apresentou em Lisboa, no MUSICBOX; e no dia 19, o trio participa do Festival Colours of Ostrava, na República Tcheca, ao lado de The Cure e Florence and The Machine.

Primeiro disco de Diego Perin conecta quem achou estar só perante o absurdo

“Cuidado ao Ficar Muito à Vontade”. É este o providencial título do primeiro álbum de Diego Perin, ex-baixista da Banda Gentileza. Lançado no dia 28 de junho, sucede o EP “Cabresto” (2018). O disco une de forma inequívoca a ironia quase distópica de nossos tempos a mensagens potencialmente otimistas sobre com ser um bom humano neste início de século, marcado por fé cega, narcisismo tóxico e falta de posição assertiva no mundo. O show de lançamento acontece neste sábado (6), a partir das 5 da tarde, em local secreto, revelado após a compra do ingresso (à venda aqui).

Diego entrega com grooves tudo o que tem, nas ideias, nos princípios e em suas guerras particulares. Com influências musicais de Beatles, rock dos anos 90, Zé Ramalho e do próprio suingue urbano da Banda Gentileza, nos oferece sua visão de mundo, compartilhada naturalmente por quem quase enlouqueceu ou duvidou de si mesmo nestes últimos anos, nestes tristes trópicos.

Foto: Nicolas Salazar

São vários os momentos e as cenas de “Cuidado ao Ficar Tão à Vontade”, um disco também cinematográfico. “O Que é Que Falta” abre o álbum exibindo um riff de guitarra que ecoaria de alguma banda do início dos anos 2000 numa Quarta Rock dos bons tempos. Se os versos são um quase diário de alguém inconformado, mas consciente, o refrão é uma indagação em busca, enfim, do equilíbrio coletivo, não individualista: “o que é que falta em nós?/ o que é que sobre em nós?”

“Não Vou Buzinar”, a terceira faixa, é uma crônica ensolarada sobre os absurdos cotidianos com os quais tememos nos acostumar. Neste caso, sobre aquele pulha que buzina depois de dois segundos de sinal fechado. “Você também se sente perdido neste mundo?”, canta Diego, aproximando seus pares, neste disco que também é uma espécie de ímã para quem está atento e ainda humano.

“Heróis” é coisa séria e dialoga de forma impressionante com as certezas convertidas e o mito do herói moderno, e talvez bem brasileiro. Aquele que sufraga sua missão suposta e perigosamente messiânica ao atropelar tudo e todos com as bençãos de quem acredita que o outro, por pensar diferente, é o capeta em pessoa. A música é soturna, e dilui-se em sua própria efemeridade, não por acaso.

A emocionante “Treta” é uma bandeira branca em forma de música a amigos e amores antes infinitos que sucumbiram à distopia vigente. Feridas expostas, cicatrizes de quem perdeu a referência e o coração em grupos de whatsapp? Diego, buena onda, acha que a escolha pela ignorância e alienação é, na verdade, uma baita de uma bad trip.

“Walstreet” segue a jornada irônica, mas nunca vazia, deste disco. É sobre aqueles que subverteram sua identidade ao que é finito. Neste caso, uma SUV prateada que fura o sinal. Zé Ramalho é influência explícita num pop country que descola símbolos da jacuzice e da arrogância para levá-los a um lugar musicalmente divertido.

Nesta jornada de exposição, diálogo, perguntas e incertezas, Diego Perin está acompanhado de Douglas Vicente (bateria), Ruan de Castro (baixo), Vinicius Nisi (teclados e sintetizadores), Rodrigo Lemos (guitarra), também produtor do álbum. Há participações de Valderval Oliveira (timbales), Vitor Salmazzo (percussão), Leandro Dalmonico (viola), Bernardo Stumpf e Thiago Ramalho (voz).

“Cuidado ao Ficar Muito à Vontade” é um disco importante porque serve como documento histórico subjetivo para um período que ainda desafia a compreensão. E como suporte musical para quem achava estar sozinho no meio do mundo.

Protestos de junho de 2013 são analisados em livro

A democracia brasileira tem um antes e um depois dos grandes
protestos de junho de 2013. Antes, havia uma democracia de coalizão; depois, emergiu uma democracia radicalizada, com efeitos permanentes, mas sem direção política clara e previsível. Esta é uma das principais conclusões do professor de Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Mário Messagi Júnior no livro “Outros Junhos Virão: Protestos Organizados em Rede e as Democracias Radicalizadas”. Editado pela Kotter, o livro será lançado amanhã (27), no Mímesis Conexões Artísticas, em Curitiba.

Manifestantes ocupam o Congresso Nacional em junho de 2013. Foto: EBC/Divulgação

O livro é o resultado de uma pesquisa quantitativa realizada com jovens
de 15 a 29 anos de Curitiba no segundo semestre de 2013. A amostra tem 576 coletas e foi estratificada segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O questionário levantou diversas questões, algumas muito debatidas durante e depois de 2013, como o caráter ideológico do movimento (esquerda ou direita), o papel das redes sociais e dos meios tradicionais, o perfil dos jovens que foram para as ruas e o que os motivou ou desmotivou para protestar.

Já é possível comprar o livro pelo site da Kotter e da Amazon (e-book).

Os dados confirmam algumas hipóteses correntes, como a de que
houve uma inflexão à direita ao longo dos protestos, mas rejeitam outras,
como a de que os jovens que foram para a rua eram de direita.
Majoritariamente, o perfil é progressista. Além disso, aqueles que protestaram estavam mais à esquerda que os que ficaram em casa. Enfim, junho de 2013 ainda precisa ser esclarecido e melhor compreendido, como afirma Mário Messagi Júnior nas questões que ele respondeu para este blog:

Os protestos de junho foram mal compreendidos e/ou mal analisados, pela imprensa e sociedade?
Os protestos foram pouco compreendidos. Boa parte das explicações foram apresentadas no calor do momento e fazem mais parte da tentativa de atribuir sentido, significado ao evento do que ao esforço legítimo de entendê-lo. Fazem parte de uma disputa de narrativa, muito forte em acontecimentos com esta característica. No Brasil e no mundo, vários protestos já foram e continuam sendo organizados de forma distribuída, ou seja, construídos a muitas mãos. Muitas vezes, as pessoas que constroem estes protestos têm apenas um adversário comum, real (como um governo) ou abstrato (como o sistema político), mas não uma agenda comum. Isto acaba se expressando nas ruas, em demandas muito amplas, por vezes contraditórias. Com esta característica, estes movimentos não conseguem, eles mesmos, dizer o que significam, como aconteceu recentemente com os coletes amarelos da França. E isso abre margem para que atores diversos, de forma honesta ou interessada, tentem eles explicar o que significam estes movimentos. De certo e claro, estes movimentos têm poucos consensos, em geral são: 1) Algo nos incomoda (geralmente o que incomoda são coisas distintas); 2) Identificamos um inimigo comum; 3) Queremos ser ouvidos; 4) Estamos dispostos a radicalizar.

O título do livro e alguns estudos sobre os protestos de junho de 2013 indicam que essas manifestações não acabaram, mas se transformaram. Se transformaram em quê?
No livro, afirmo que junho vai se repetir (está se repetindo), mas é claro que não da mesma forma que em 2013. Ali, foi a estreia, e atores de matizes ideológicas opostas foram para as ruas, não exatamente juntos, mas disputando a hegemonia do movimento, que foi da esquerda no começo e no fim, e da direita no meio (exatamente quando os protestos foram maiores). Não creio que estes atores voltarão para as ruas juntos, mas desde 2013 têm organizado eventos com características parecidas, cada um dos seu lado. Exemplo: os grandes protestos pelo impeachment, pela direita, e as ações contra o fim do Ministério da Cultura pelo governo Temer, pela esquerda. Mas há algo que todos os jovens disseram, de forma imatura às vezes, de forma autoritária eventualmente: queremos ser ouvidos. O exemplo da França mostra como uma das respostas seria abrir o sistema, como fez Macron com o Grande Debate Nacional. No Brasil, tentaram blindar o sistema, tentaram diminuir o espaço de debate. Não funcionou. Se o sistema não oferece espaço de diálogo, não se torna mais permeável, o radicalismo continua e as saídas autoritárias parecem, para muitos, o único caminho. Junho não é responsável por Bolsonaro, mas Bolsonaro é um capitulo da história que começou ali.

SERVIÇO
Lançamento do livro “Outros Junhos Virão: Protestos Organizados em Rede e as Democracias Radicalizadas”.
Dia 27 de junho, às 19h.
Local: Mímesis Conexões Artísticas (Rua Celestino Junior, 189, São Francisco, Curitiba)