Vendas de quadrinhos aumentam durante pandemia

Uma pesquisa do Instituo Gfk, divulgada pelo Bom Dia Brasil, mostrou que o consumo e venda de quadrinhos cresceram durante o período da pandemia. Antes do início das medidas de isolamento social no Brasil, eles ocupavam a 5ª colocação, e agora esse “gênero” está em segundo lugar, atrás apenas dos romances. Importante destacar que a pesquisa foi feita com livrarias físicas e digitais e também contabiliza quadrinhos como mangás.

Mas, por que disso? Esse aspecto é de importante questionamento pelo fato do atual momento do mundo ter sido relevante de forma individual para muitas pessoas. Como é possível ver nas redes sociais – além de amigos próximos – são muitos os casos de pessoas que buscaram, no isolamento, a possibilidade de fazer coisas que não conseguia fazer tanto antes, como é o caso da leitura. E aonde as HQs podem se encaixar nisso? Bom, pelo simples fato delas já possuírem um público nicho que está acostumado com seu consumo, entretanto esse mesmo público não é constante. Com o aumento de preços frequente nos últimos anos, esses consumidores estavam acostumados a compras esporádicas e agora se vêm em uma espécie de “sinuca de bico”, precisando ter materiais para serem lidos.

A própria pesquisa mostra um lado desse aspecto quando livros infantis e de autoajuda, dois gêneros que não tem públicos nichados, mas são populares entre a população, são os que caíram de posições. O momento abriu possibilidades do mercado editorail explorar novidades, apesar da queda que tem acontecido naturalmente pela diminuição no poder do consumidor.

Outro ponto importante de ser colocado – é que é apresentado dentro da reportagem do Bom Dia Brasil – é o fato de estarmos em um período “distópico”, em que não realizamos (ou ao menos não deveríamos) todo aquele padrão de comportamento diário. Assim, ficamos cada vez mais curiosos por narrativas similares, caso mostrado pela popularização do filme “Contágio” quando as medidas de restrição de circulação começaram nos Estados Unidos.

É complexo fazer uma análise de mercado não sendo altamente taxativo. Apesar disso, é claro como o público consumidor de quadrinhos é um nicho e nicho esse que cresce cada dia mais, impulsionado pelas divulgações no Youtube, por eventos como a CCXP, além de, claro, os filmes de herói. Assim, essas pessoas precisam ser ouvidas e valorizadas cada vez mais, até porque estão sedentas por compras, pela necessidade de consumir cada vez mais conteúdos e pelo novo. E quando estão em casa, então, a mão coçando no bolso vai embora.

Claudio Gabriel

Apaixonado por cultura pop no geral. Repórter da rádio CBN e editor-chefe do site Senta Aí.

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