Tom King na CCXP 2020

Entre ser pai, trabalhar na CIA e escrever quadrinhos, Tom King acha que ser pai é, de longe, a mais difícil de todas. “É a pior, sem dúvida”, conta ele, rindo.

Essa foi um pouco da dinâmica do painel com o roteirista, que já trabalhou dentro do serviço secreto de inteligência dos Estados Unidos e agora se torna um dos quadrinistas mais famosos e importantes do atual momento do mercado editorial de HQs no país. Ele comentou um pouco sobre seu trabalho, além de algumas grandes inspirações.

“A principal é, sem dúvida, Chris Claremont. Eu cresci com tudo que ele fez. Quando conheci o Chris, foi como conhecer os Beatles”, ele conta.

A ideia de ir para o mundo das HQs acabou não sendo algo tão rápido. King contou que sempre quis trabalhar com quadrinhos desde que era crianças, “mas não sabia que era um trabalho possível de se fazer”.

Tom King abordou um pouco da sua história com a CIA. A saída se deu para acompanhar o crescimento do filho, já que ele estava na zona de guerra. Ele já havia realizado algumas histórias antes, mas depois que retornou foi quando entrou de vez nesse mundo.

“Foi como voltar para algo que eu sempre quis fazer”.

Um dos comentários foi relacionado a sua atual HQ nos Estados Unidos, “Rorschach” – o quadrinho será lançado no Brasil no próximo ano pela Panini. Tom falou que chegou a receber o convite enquanto acabava de trabalhar na série do “Senhor Milagre”. De cara, negou, já que achava que seria impossível trabalhar com o material de “Watchmen”. Porém, conforme o seriado da HBO foi lançado, ele teve uma certa “revelação” que poderia se trabalhar com a produção.

O personagem (Rorschach) que, aliás, foi bastante pensado como complexo na minissérie para a TV como sendo fascista, o que causou uma certa estranheza para alguns fãs. Para “Rorschach”, King falou que estudou bastante sobre as filosofias de direita e de esquerda que acabavam presente, de uma forma ou de outra, dentro do conceito do personagem.

Por fim, também foi abordado suas outras HQs de sucesso como “Visão” e a série mensal do “Batman”. Ambas, de extremo sucesso dentro e fora do país, também tiveram alguns pés atrás por parte da relação do roteirista com a Marvel e DC. Com “Visão”, por exemplo, ele cita que falou que seria uma história familiar.

“Eles ficaram totalmente negados quando contei isso, achando que seria algo meio familiar. Quando eu expliquei melhor do que seria, inclusive que o personagem ficaria louco, começaram a amar”, diz.

Claudio Gabriel

Apaixonado por cultura pop no geral. Repórter da rádio CBN e editor-chefe do site Senta Aí.

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