A nova editora do momento: A Trem Fantasma

A cada dia que passa mais e mais editoras entram de cabeça no mercado editorial, especialmente de quadrinhos. Ainda mais agora, com o cenário de pandemia, a possibilidade do mercado online fez abrir portas para novos grupos ganharem espaço e testarem formatos novos. E talvez quem esteja agora buscando esse cenário mais novo é a editora Trem Fantasma.

Mas por que a proposta deles é tão diferente? Pelo simples fato de apostar em um modelo de assinaturas de quadrinhos. Assim, quem fizer parte do clube por um determinado valor, recebe as HQs em casa conforme forem sendo publicadas. Além disso, a pessoa ainda recebe o material anteriormente a possibilidade dele ser comprado de forma separada no site da editora. Querendo saber de tudo disponível por enquanto para ser comprado, só conferir aqui.

Para entender um pouco sobre como a editora surgiu e como foi apostar em um projeto assim, conversei com o editor da Trem Fantasma Lucas Pimenta. A íntrega do papo você confere abaixo.

Nona Arte: Como surgiu a ideia da editora?

Lucas Pimenta: Já tínhamos uma experiência com publicação de quadrinhos anteriormente, contudo, apesar do alcance que tivemos, nunca profissionalizamos nossas ações. Publicamos obras como “Tiki”, dos italianos Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo, com “La Dansarina” (de Lillo Parra e Jefferson Costa) vencemos o HQmix em duas categorias – melhor álbum do ano e melhor roteirista – lançamos a série criada pelo Marcello Fontana, “Never Die Club”, que apresentou talentos como Thony Sillas e Alex Lins, hoje ambos são desenhistas na Marvel. E com todas essas cartas na manga, estava na hora de fazer de forma profissional. Juntamos nossos aprendizados, o que acertamos e o que aprendemos com os erros, e partimos para a Trem Fantasma movidos pelo mesmo desejo de ir aonde a nona arte estiver. Trazer o melhor do quadrinho mundial e, claro, produzir o que de melhor os quadrinhos nacionais possuem também! 

NA: Por que uma proposta de assinatura? Acreditam que era um diferencial necessário nesse mercado de quadrinhos?

LP: Os quadrinhos hoje estão uma situação completamente diferente de quando nos aventuramos em 2010. Oleitor é mais exigente e que fazer parte de uma experiência que ultrapasse o ato da leitura. Somos uma comunidade e o clube apresenta essa característica, de reunirmos os apaixonados pela Nona Arte num só lugar. Então estamos mais do que publicando/vendendo quadrinhos, estamos criando a experiência de ser parte da Trem Fantasma. É isso que queremos que nossos assinantes sintam no Clube do Trem e, claro, estamos trabalhando para que seja o diferencial necessário no mercado de quadrinhos do Brasil, e, de certo modo, é possível dizer que já somos.

NA: Quais serão os grandes focos de HQs que serão lançadas? Vocês já tem uma programação para o ano inteiro?

LP: Nossa ideia e espírito é de publicar grandes pérolas das HQs mundiais, fazer realmente um trabalho de curadoria apurado e trazer aquele material que, sabe-se lá o porque, ficaram inéditas no Brasil. E, não nos esqueçamos, é parte da nossa proposta, resgatar materiais clássicos e vamos publicar material nacional também! 

Ahhhh, ja á esquecendo, material do Clube do Trem até o final de 2021 já foi divulgado, e temos todos os títulos anunciados em nosso site.

NA: Após já terem iniciado há algum tempo, como sentiram a reação do público com a proposta de vocês? Houve uma grande adesão nas assinaturas?

LP: A resposta que me vem em mente é: queremos mais. Venham fazer parte do Clube do Trem. A reação tem sido calorosa, a resposta do público tem sido positiva. Começamos com duas obras relativamente desconhecidas do grande público dos quadrinhos no Brasil e, mesmo assim, tivemos diversos retornos positivos. Muita gente de cara assinou o clube e acreditou no que apresentamos. Mais assinantes surgiram a medida que as resenhas começaram a surgir na internet e veio muita resposta positiva para a qualidade da história e do nosso material, com capa dura, papel pólen (com direito a especialista em design editorial, Adna Novaes, que tem o instagram @letraepapel, afirmando em live a qualidade desse papel, que realmente fizemos uma edição para durar a vida toda, ou como todo leitor de quadrinhos gosta, a “Edição Definitiva”). Então queremos mais assinantes, mais membros no Clube do Trem, com mais assinantes, não haverá limites para o que pode sair com nosso selinho (e que logo, heim?!).

Claudio Gabriel

Apaixonado por cultura pop no geral. Repórter da rádio CBN e editor-chefe do site Senta Aí.

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