O nascimento do bukkake reverso

Vasectomia é o procedimento cirúrgico de secção dos canais deferentes, responsáveis pela condução dos espermatozoides do chão da fábrica, os testículos, até o distribuidor final, o pênis. É um método de contracepção definitiva no homem.
É só até aí que os médicos costumam contar, amigos, mas há mais, muito mais.
A parte sombria, sempre escamoteada dos pacientes, que agora vou tornar pública mesmo ciente da perseguição de que posso vir a ser alvo pela corporação dos urologistas, é a seguinte: depois de feita a secção dos canais deferentes, os espermatozoides continuam a ser produzidos normalmente dentro dos testículos e, não tendo canal por onde escoar, começam a acumular-se de forma gradativa dentro do escroto.
Por isso, findo o procedimento, o paciente é obrigado, por todo o resto da sua vida, a andar com um receptáculo conectado a uma incisão feita na base do saco, conhecido como bolsa de testiculostomia, que armazena esses espermatozoides e deve ser esvaziada periodicamente.
Se isso não for feito, as consequências podem ser dramáticas para a sociedade.
Para que tenham ideia, em 1987, um inglês chamado Thomas T. Urban, arquivista na Biblioteca de Londres, rebelou-se, deixou de usar a sua bolsinha por 6 meses, ignorou o aumento de volume e o desconforto progressivos e, durante uma viagem de metrô, sofreu uma explosão escrotal tão violenta que levou à cegueira e à surdez permanente todos os passageiros do vagão que ocupava, além de ter engravidado duas adolescentes.

(Tungzténio P. Garcia)

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