Em que o professor Wolodomir Kuznetsóff auxilia na pacificação do punjabe

Minha adorada,

Alguma contrariedade: fiquei preso no compartimento de cargas do comboio por mais de quarenta minutos, junto com dois indianos e uns animais dum circo búlgaro já meio decadente – o curioso é que me comuniquei melhor com os bichos, os indianos têm um accent muito do norte e o meu tinnitus embaralha um pouco os fonemas. Pra piorar, assobiei distraído Kashmir do Led Zeppelin e quase causei um incidente diplomático e uma morte (a minha, no caso), mas tudo se acalmou depois que eu falei, a pedido deles, KILL PAKISTANI ou coisa assim.
Não consegui assistir os vídeos de putaria que tu enviaste, o elefante mijou em cima do notebook e só agora consegui um secador de cabelos emprestado aqui no hotel.
Espero que a descarga de uréia não comprometa os circuitos integrados, se tudo correr bem depois retribuo com fotos da minha bironga no meio da tundra.

Sempre teu,

Wolodomir Kuznetsóff

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