Cartilha reúne informações sobre rede de apoio à mulher em situação de violência

Violência contra mulher
Informação pode ajudar a combater a violência contra mulher (Foto: Agência Patrícia Galvão)

Uma das formas mais potentes de fortalecer uma rede de apoio entre mulheres é a informação.  Numa situação de risco, você sabe o que fazer? A Sociedade de Advogadas Paris Kotacho, especializada no atendimento de mulheres e LGBTI+, lançou recentemente uma cartilha com contatos, endereços e outras informações importantes de entidades e órgãos que atuam no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou sexual. São núcleos de apoio à mulher em serviços como a Defensoria Pública do Estado, o Ministério Público Estadual, pontos de atenção à saúde, ONGs e outras entidades da sociedade civil.

Todas as informações obtidas são públicas e foram obtidas através dos próprios órgãos ou entidades em suas páginas oficinais. Acesse a cartilha neste link.

Um escritório feminista

A Sociedade de Advogadas Paris Kotacho iniciou suas atividades em Curitiba no ano passado. Fazem parte da sociedade as advogadas Mariana Paris e Valéria Kotacho Lopes, além da psicóloga Tanara Baptista. Ela é responsável pelo acompanhamento das clientes do escritório com demandas psicológicas decorrentes dos processos.

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Além do atendimento a casos contenciosos, emergenciais e consultorias, as três vêm promovendo palestras em universidades e cursos de Direito da capital. Elas também firmaram parceria com entidades, como o Instituto Aurora e o Coletivo Não é Não.

Mariana, que atua como mentora do Plano de Menina, um projeto que busca proporcionar espaço de autodescoberta e empoderamento para meninas de 13 a 18 anos, de regiões periféricas, é ainda autora do blog Entre Mulheres, sobre Direito, feminismo, questões de gênero em geral. Ela sustenta que a equipe da Paris Kotacho tem buscado oferecer um atendimento mais humanizado a seu público.

“Isso é fundamental porque independente das demandas jurídicas que elas possam apresentar, seja de família, cível, criminal, enfim, todas, normalmente, envolvem sofrimento, impacto emocional decorrente do machismo, das desigualdades de gênero, da lgbtifobia. A gente procura enxergar a reprodução desses estereótipos dentro dos processos e combatê-las”, explica a advogada.

O material lançado pelo escritório é colaborativo. Caso você conheça outras instituições, entidades ou órgãos de atendimento à mulher, entre em contato pelo e-mail atendimento@parisekotacho.com.br.

Sobre Antoniele Luciano 122 Artigos
Antoniele é jornalista, professora e mestranda em Estudos Literários. Na academia, pesquisa e escreve sobre autoria de mulheres negras. Fora dela, caça histórias de protagonismo feminino em Curitiba e onde mais possam estar.

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