Estudante da UFPR é selecionada para integrar comissão da ONU sobre mulheres

Milena Santana tem 24 anos e é estudante de Medicina (Foto: Arquivo Pessoal)

Estudante de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Milena Santana, de 24 anos, foi selecionada para participar do time de jovens brasileiros que integrarão a próxima Comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Situação das Mulheres (CSW). Trata-se de uma das maiores reuniões da ONU sobre direitos das mulheres e o empoderamento delas em todas partes do mundo, que acontece todos os anos em Nova York. O encontro será em março e deve envolver lideranças, organizações não-governamentais, parceiros e ativistas internacionais.

O resultado da seleção foi divulgado na semana passada e pegou Milena de surpresa. “Fiz a inscrição sem muitas pretensões”, conta ela, que foi avaliada pelo desempenho acadêmico, o interesse pela temática e uma proposta de artigo enviada. O trabalho aborda o machismo na saúde pública, desde o ensino médico até o atendimento no sistema de saúde.

“Meu interesse pelo assunto veio das minhas ações através do coletivo Maria Falce de Macedo, o coletivo feminista de Medicina da UFPR, além de algumas participações em mesas redondas sobre a saúde da mulher, organização de evento sobre saúde da mulher negra e participação de uma aula pública junto à Frente Feminista de Curitiba”, completa a estudante.

Financiamento coletivo

Desde que soube do resultado da seleção, Milena está fazendo uma vaquinha virtual para arrecadar fundos para poder fazer a viagem com o restante da delegação brasileira. Ela calcula que sejam necessários cerca de R$ 6,5 mil para custear despesas como estadia e passagens áreas.

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Para a estudante, essa será uma grande oportunidade de networking e aprendizagem sobre como tornar o Brasil um lugar melhor para meninas e mulheres. Ela salienta que, embora, pareça que o país está na frente de muitos outros na luta dos direitos das mulheres, ainda há muito o que se avançar nas mais diversas áreas.

“Eu espero aprender muito e voltar com uma bagagem para continuar contribuindo localmente, direta ou indiretamente, na vida de outras pessoas. Diretamente, através de ações locais e eventos; e indiretamente, atuando na educação médica para que possamos melhorar cada vez mais as questões relacionadas à saúde da mulher”, define.

O financiamento coletivo de Milena pode ser conferido neste link. Caso a meta não seja atingida, o valor arrecadado será integralmente devolvido aos apoiadores.

Sobre Antoniele Luciano 122 Artigos
Antoniele é jornalista, professora e mestranda em Estudos Literários. Na academia, pesquisa e escreve sobre autoria de mulheres negras. Fora dela, caça histórias de protagonismo feminino em Curitiba e onde mais possam estar.

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