Curitibana reinventa carreira e ajuda outras pessoas a fazerem o mesmo

Camile Just, de pé, durante workshop em São Paulo (Foto: Patrícia Stavis)

Era 2015 e a curitibana Camile Just, de 35 anos, não tinha tempo para nada. Ela atuava como gerente de uma loja num shopping da capital paranaense e alimentava um sonho: ter um trabalho que a proporcionasse mais liberdade e qualidade de vida. Foi quando Camile decidiu deixar esse meio e tirar uns dias para pensar no que fazer dali para frente. Em meio às pesquisas para voltar ao mercado, veio um insight que não só mudou a vida dela, mas está ajudando outras pessoas, especialmente as mulheres. Por que não se tornar assistente virtual?

Camile Just criou o curso Como ser Assistente Virtual: alunos de vários cantos do país (Foto: Patrícia Stavis)

A ideia era simples – usar habilidades que Camile já tinha para atender remotamente empresas. Isso incluía, por exemplo, serviços nas áreas de finanças, vendas, relacionamento com clientes e administração que pudessem ser feitos de onde ela quisesse. “Fiz muitas pesquisas, conversei com empreendedoras para validar o modelo de negócio e validar os serviços”, comenta a empreendedora.

O plano de ser assistente virtual decolou, Camile conseguiu fazer uma renda de mais de R$ 3 mil por mês, ter tempo para a família e para si e ainda se tornar referência na área. Foi então que a empreendedora viu outra oportunidade: dividir conhecimento com mais pessoas através de um curso online, o Como ser Assistente Virtual.

A formação tem quatro módulos de vídeo-aulas. Os candidatos a assistente virtual têm encontros semanais ao vivo para tirar dúvidas com a criadora do programa e webinários com especialistas. A iniciativa deu tão certo que já reúne alunos do Paraná e outros estados, como São Paulo, Pará, Minas Gerais e Distrito Federal.  Além disso, Camile também já colocou na agenda workshops país afora para levar seus ensinamentos e dicas a mais pessoas. “Ser assistente virtual é um trabalho bastante conhecido no exterior e que está começando no Brasil. A ideia é que a pessoa use as habilidades que tem e o que mais gosta de fazer para trabalhar. Espero que com as aulas, mais gente possa fazer esse trabalho e o mercado tenha mais abertura”, pontua.

Mais informações sobre a profissão e o curso ofertado por Camile podem ser conferidas aqui.

Sobre Antoniele Luciano 122 Artigos
Antoniele é jornalista, professora e mestranda em Estudos Literários. Na academia, pesquisa e escreve sobre autoria de mulheres negras. Fora dela, caça histórias de protagonismo feminino em Curitiba e onde mais possam estar.

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