O doente operático

Começou com minha filha de dois anos. Febre, umas pintinhas no corpo e lá fomos nós para duas horas de fila no hospital pediátrico numa noite de domingo. O diagnóstico foi a tal síndrome “mão pé boca”. Já tinha ouvido falar, nunca tinha visto. Deu peninha dela, mas a médica disse que logo passava. Aí pegou na nossa caçulinha, de seis meses (o contágio é pela saliva, e a Ana Clara é uma exímia ladra de chupetas da irmã, deve ter sido isso). A Gabi nem precisou ir ao médico: só adaptamos a dose do remédio via Whats e cuidamos da baixinha. A casa parecia uma enfermaria, mas as coisas estavam caminhando. Tudo desandou mesmo quando um paciente bem mais frágil do que as duas foi contaminado. O pai delas. No caso, eu. Além da baba, o cocô de quem está com essa tal doença é radioativo, e como eu…

Continue Reading O doente operático