Governo e Petrobrás têm que explicar unidade de oxigênio fechada

O governador Ratinho Jr. (PSD) e Roberto Castello Branco, da Petrobrás, precisam explicar urgentemente a razão pela qual a unidade da Petrobrás, fechada há um ano, não está reaberta, produzindo oxigênio hospitalar e salvando vidas diante do crescente surto de covid-19 no País.

A Fafen-PR pode produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora e para Gerson Castellano, dirigente da FUP e Sindiquímica, a ação dos órgão públicos foi acertada, “uma vez que a gente vê claramente que a vacina para todos está muito distante e o agravamento da crise no Brasil e no Paraná com a falta de oxigênio é eminente”.

Castellano completa dizendo que a expectativa agora é que o Ministério da Saúde, Governo Federal, Governo Estadual e a Petrobrás se manifestem de forma positiva para que a unidade volte a produzir. Com a Fafen funcionando voltam também os empregos, além disso, toda a sociedade ganha com o oxigênio hospitalar que lá pode ser produzido. “A gente exalta muito todo trabalho que os órgão públicos fizeram, a doutora Margarete Matos de Carvalho está ao nosso lado desde quando tentamos evitar o fechamento da fábrica”, explica.

Nos próximos três dias tanto Governador como o Presidente da Petrobrás precisam informar o tempo e o custo necessários para a adequação dos equipamentos na unidade. Além disso, os órgãos públicos cobram a readmissão imediata do número de ex-empregados suficientes para a garantia da produção máxima diária do produto medicinal.

O Paraná já começa a enfrentar problemas no fornecimento de oxigênio, principalmente na região oeste do estado. No documento encaminhado ao governador, é citado o exemplo de Manaus e a evolução da ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em todo o Brasil.

Os Ministérios reforçaram que o executivo paranaense não poder alegar desconhecimento da situação. Segundo o documento enviado pelos órgãos públicos, é “do conhecimento do Governo do Estado do Paraná a possibilidade de vir a faltar oxigênio hospitalar/medicinal para atendimento da demanda em território paranaense e, ainda, que a Fafen-PR pode vir a suprir grande parte dessa demanda”.

O fato do MPF e MPT entrarem na briga pela reabertura da Fafen-PR reforça os apelos da classe trabalhadora. A unidade tem capacidade para produção de 760 mil m3 de oxigênio diários.

O mundo inteiro precisa de nós

O ex-trabalhador da empresa e dirigente do Sindiquímica-PR, Santiago Santos, lembra que a luta da categoria ia além da manutenção dos postos de trabalho, era também pelas famílias da nossa região, contra a desindustrialização e pela soberania. “Neste momento está sendo requisitado o oxigênio. O mundo inteiro precisa e nós, aqui no Paraná, poderíamos ter uma empresa fornecendo para toda a população ter acesso”, finalizou Santiago.

rogerio

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