Fascículo 47: palavrão, messias e o peido do palhaço

E DAÍ?: Forma minimalista de governo que procura abordar todas as questões sócio-econômicas-sanitárias com uma pergunta de apenas duas palavras. Se, por exemplo, o chefe de Estado é indagado sobre o que acha da nação ter ultrapassado mais de 400 mortes, em 24 horas, durante uma pandemia, ele somente dirá: “e daí?”. O mesmo farão seus ministros e secretários. Há setores maximalistas que naturalmente são contrários a esse formato de administração, mas e daí?

FILOSOFIA DO PALAVRÃO: Ramo pós-moderno da Filosofia criado pelo astrólogo Olavo de Carvalho. Numa continuidade ao pensamento de Roger Scruton e Paulo Coelho, Olavo imaginou uma dialética em que a epistemologia, influenciada pelos Diálogos de Platão e os Sermões de Edir Macedo, desconstruiria a individualidade trazendo uma nova ética baseada na “porra de uma expressividade desencaralhada”.
Os membros da Academia Húngara de Filosofia convidaram Olavo de Carvalho para receber o prestigiado prêmio Viktor Orbán – o Oscar da Astrologia – mas o intelectual não poderá comparecer por ser cidadão ilegal Estados Unidos.

MESSIAS: Alguém que não pode fazer nada por ninguém, a não ser pelos seus filhos.

PEIDO DO PALHAÇO: Expressão do linguajar circense mencionada pela atriz Regina do Duarte em seu discurso de posse na Cultura. Curiosamente, o traque voltou-se contra a ventosidade de Regina e a situação da namoradinha do Brasil (e noiva do presidente) complicou-se. Agora, após a fritura, o peido do palhaço tornou-se insuportável para o Planalto que, aos engulhos, pode jogar um spray de FreeCô na secretária de Cultura.

TROGLODITADURA: Regime político em que o Estado é comandado por cavernícolas rudes,  insolentes e toscos. A primeira atitude dos trogloditas ao chegarem ao poder é desrespeitar a Constituição; a segunda é constituir um núcleo duro formado por seus consanguíneos. Depois passam a atacar a imprensa e a afirmar que o seu Troglodita-Chefe é divino. Felizmente, as trogloditaduras duram pouco tempo, seus membros acabam matando-se uns aos outros.

Carlos Castelo

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