Fascículo 19: Jair Bolsonaro

JAIR BOLSONARO:  nascido em 21 de março de 1955 em Campinas é um político que foi eleito presidente do Brasil em outubro de 2018. Nacionalista de direita, defensor da lei, da ordem e do cocô dia sim, dia não, o ex-capitão do exército expressa grande admiração pelo regime militar que governou (sic) o Brasil de 1964 a 1985.

Bolsonaro cresceu em Eldorado, uma cidade na floresta tropical atlântica. Foi ali que iniciou suas primeiras queimadas, ainda bastante pueris, tímidas e localizadas. O pai praticava Odontologia, sem diploma, o que levou a família a ter que se mudar várias vezes de cidade em função das ameaças dos banguelas, furiosos com os serviços do consultório paterno.

Jair Bolsonaro então serviu o exército por 17 anos, incluindo um período como paraquedista. Em seu Esquadrão era conhecido por saltar dia sim, dia não. 

Em 1990  elegeu-se deputado no Rio de Janeiro. Começou a estabelecer uma reputação de defesa de posições profundamente conservadoras sendo rotulado pelos críticos de misógino, homofóbico e racista. Sempre negou as acusações de forma enérgica tentando bater em mulheres, xingando gays e fazendo piadas raciais infames. 

Entre as muitas observações controversas que fez ao longo dos anos foi a afirmação de que “seria incapaz de amar um filho homossexual” e que preferia que ele morresse em um acidente em vez de “aparecer com um homem bigodudo”. Até o momento não ficou claro se, caso o filho aparecesse com um homem sem bigodes, seria amado e perdoado. 

Certa vez uma deputada o chamou de estuprador. Bolsonaro respondeu: “eu não a estupraria porque você não merece”.  Depois justificou que a parlamentar não era “seu tipo”, o que aumentou a dúvida sobre se Bolsonaro seria um estuprador seletivo, um estuprador-raiz ou apenas um estuprador habilidoso com as palavras.

Depois de ganhar apoio da população cristã evangélica decidiu candidatar-se a presidente da república. 

Em 6 de setembro de 2018, quando fazia campanha em Juiz de Fora, foi esfaqueado. Os ferimentos exigiram cirurgia. Em função do atentado foi o primeiro político do mundo a fazer campanha deitado numa cama de hospital e alimentado-se apenas à base de pão com leite condensado. 

Com a saída de Lula da corrida presidencial, tornou-se o favorito no pleito. A disputa com Haddad, em 28 de outubro de 2018, terminou com Bolsonaro obtendo mais de 55% dos votos e tornando-se presidente eleito. 
Desde então, dia sim, dia não, o Brasil tem uma dor de barriga.

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