Falta empatia à alegria

Gente deprimida, ao ver gente muito feliz, tende a ficar ainda mais deprimida.
Por isso a felicidade é um estado de espírito que deve ser exercido com a máxima discrição, a coisa não pode ser ostensiva a ponto de melindrar os menos afortunados, que compõem a quase totalidade do estoque de pessoas.
É necessário que os alegres, quando em espaços públicos, exibam um ar jururu, sorriam o mínimo e até, se possível, chorem um pouco, mesmo que um choro fingido.
A distribuição desigual de felicidade é dos mais pungentes problemas do mundo contemporâneo.

Maurício Popija

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo